terça-feira, 4 de setembro de 2007

Grandeza, submerso aos olhos.


Parei de aparecer por uns tempos.
Você desapareceu.
Gostei do teu gosto e sua cor, mas me mostrou desgosto.

De gosto, de corpo de lado.
Nunca viste o resultado.

Da pinga no engenho te comparo e te guardo.
Com o tempo destilado.
Como num barril, de corpo e de lado.
Eu sigo e te calo.
Num gole, sempre calado.

Num doce amargo, quase salgado.
Do copo deitado.
O teu gosto me aguça, e eu gosto denovo.

Me lembra dos tempos,
Parecido aos tempos
Em que você desapareceu.
E que andei sumido.

Mas ainda apareço, pro teu gosto não mais salgado.
De corpo inteiro, com o tempo.

De frente e de lado.
Antes acima, agora abaixo.

Um comentário:

Unknown disse...
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